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Estudos de Inadimplência

Novembro registra nova alta na inadimplência de consumidores, revela estudo da Serasa

20/12/2005

A inadimplência dos consumidores aumentou em novembro de 2005, aponta o
Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física . A alta observada em
novembro foi de 6,0%, quando comparada com outubro de 2005, mês em que a
inadimplência da pessoa física havia registrado elevação de 12,4%, frente a
setembro.

Na comparação com novembro de 2004, a inadimplência da pessoa física
apresentou alta de 13,7%. De acordo com a Serasa, maior empresa do Brasil em
informações, pesquisas e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de
crédito e negócios e referência mundial no segmento, no período de janeiro a
novembro deste ano, o aumento da inadimplência foi de 13,4%, quando comparado
com os onze meses do ano passado.

Para os técnicos da Serasa, a inadimplência está crescendo em ritmo bem
menor que o da evolução do crédito. Em 2005, o crédito às pessoas físicas tem
sido influenciado pela expansão do crédito consignado e do crédito para
aquisição de bens. Nos dez meses deste ano (último dado disponível
oficialmente), o saldo de concessões do crédito consignado aumentou 76,8%,
enquanto o crédito para aquisição de bens teve alta de 25,5%.

O crescimento observado no volume de crédito consignado aumenta ainda mais a
necessidade do consumidor tomar decisões mais conscientes para evitar acúmulo
de dívidas que possam comprometer sua capacidade de pagamento em outros
compromissos já assumidos,

Representatividade  

Segundo o indicador, os cheques sem fundos tiveram o maior peso na
inadimplência de consumidores em novembro de 2005, com participação de 38,0%. O
percentual em novembro de 2004, foi de 33,2%.

O segundo maior índice na representatividade da inadimplência de pessoas
físicas são as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que em novembro de
2005 tiveram participação de 31,4%, inferior a registrada em 2004, que foi de
35,6%.

As dívidas com bancos registraram a terceira maior participação no
indicador, 27,5%, em novembro de 2005. Em 2004, esses registros tiveram peso de
28,5%. Os títulos protestados aumentaram sua participação na inadimplência de
consumidores em novembro de 2005, que foi de 3,1%. Em novembro de 2004, os
protestos tinham um peso de 2,8%.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoas físicas, de
janeiro a novembro de 2005, foi R$ 533,35. Já o valor médio de títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 753,20, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.036,18, e os
registros em outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$
264,87.

Em relação ao período de janeiro a novembro de 2004, houve um aumento de
16,2% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 19,0% no
valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de
crédito e financeiras aumentou 9,2% em relação ao período de janeiro a novembro
de 2004, e o valor das dívidas com os bancos apresentou alta de 9,2%.

Metodologia  

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física , por analisar
eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em
âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as
variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados,
dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas de varejo, cartões de
crédito e financeiras.

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