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Volume de falências cai em novembro, aponta levantamento da Serasa

19/12/2005

Estudo realizado pela Serasa revela queda expressiva de 48,5% no volume de
falências decretadas em novembro de 2005, na comparação com o mesmo mês de
2004. Segundo o levantamento, em novembro deste ano foram decretadas 194
falências, contra 377 eventos registrados em novembro do ano passado.

Os requerimentos de falências diminuíram ainda mais. Em novembro de 2005,
houve um decréscimo de 66,2% no volume de falências requeridas em relação a
novembro de 2004. Segundo a Serasa, maior empresa do Brasil em informações,
pesquisas e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios e referência mundial no segmento, o décimo primeiro mês deste ano
registrou 466 eventos, enquanto em novembro de 2004 haviam sido requeridas
1.379 falências.

De acordo com o estudo, foi observado, em novembro de 2005, 2 concordatas
deferidas, o que representou uma queda significativa de 83,3% em relação a
novembro de 2004, quando foram deferidas 12 concordatas. Os requerimentos de
recuperação judicial, em novembro deste ano, totalizaram 18 registros e não
houve pedido de recuperação extrajudicial no mês.

No acumulado dos onze primeiros meses

 No acumulado dos onze primeiros meses de 2005, houve
uma queda de 15,8% no volume de falências decretadas em relação ao mesmo
período de 2004. Foram decretadas 2.703 falências de janeiro a novembro de
2005, contra 3.209, no mesmo período do ano anterior.

A pesquisa da Serasa mostra ainda que o volume de falências requeridas
também diminuiu nos onze primeiros meses de 2005. No período, foram requeridas
9.008 falências em todo o país, ante 12.633 de janeiro a novembro de 2004, o
que representou uma queda de 28,7%.

O volume de concordatas deferidas, de janeiro a novembro de 2005, caiu 39,6%
em relação ao período equivalente de 2004. Foram deferidas 67 concordatas nos
onze meses deste ano, contra 111, em 2004. Desde o início da vigência da nova
Lei de Falências, em junho de 2005, houve 90 pedidos de recuperação judicial de
empresas e não houve, nesse período, registros de requerimentos de recuperação
extrajudicial.

Segundo os técnicos da Serasa, a queda observada nos volumes de falências
requeridas e decretadas deveu-se principalmente à maior liquidez da economia,
beneficiada tanto pelo bom desempenho das exportações de bens e serviços,
quanto pela alta do consumo das famílias, decorrente da expansão do
crédito.

De acordo com a equipe econômica, o recente desaquecimento da economia,
refletido na queda do PIB no terceiro trimestre de 2005, teve impacto limitado
sobre o indicador de falências, uma vez que o setor mais sensível aos pedidos
de falências foi o comércio, enquanto as empresas que mais sofreram com a queda
no PIB foram as do setor agropecuário.

Já a diminuição das concordatas deferidas é conseqüência da extinção do
requerimento desses eventos pela Nova Lei de Falências, desde junho deste ano.
As concordatas computadas no período decorrem de requerimentos anteriores à
vigência da nova legislação.

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