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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de consumidores volta a registrar alta, revela estudo da Serasa

24/11/2005

A inadimplência dos consumidores registrou alta de 12,4% em outubro de 2005,
quando comparada com setembro deste ano, aponta o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Física
. O índice voltou a subir após a queda de 4,7%
verificada em setembro, na relação com agosto de 2005.

Comparada a outubro de 2004, a inadimplência de consumidores aumentou 7,9%.
O indicador também manteve o comportamento de alta nos dez primeiros meses de
2005, período em que houve um acréscimo de 13,2% na inadimplência de pessoa
física, em relação a 2004.

Para a equipe técnica da Serasa, o comportamento do Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Física
é decorrente da alta do endividamento da
população, motivada pela expressiva expansão do crédito ao consumidor, em
especial do crédito consignado e do crédito para aquisição de bens. No período
dos nove primeiros meses de 2005 (último dado disponível oficialmente), o saldo
de concessões de crédito consignado aumentou em mais de 60%, enquanto o crédito
para aquisição de bens teve alta de 21%. A equipe ressalta que, no período
analisado, o crescimento da inadimplência foi muito menor do que a expansão do
crédito.

Para reduzir o risco das operações creditícias é preciso que as empresas
adotem práticas adequadas de concessão de crédito, que incluam a definição de
políticas compatíveis com a conjuntura e o segmento de atuação da empresa e a
monitoração contínua do risco da carteira de clientes.

Representatividade

Segundo o indicador, os cheques sem fundos tiveram o maior peso na
inadimplência de consumidores em outubro de 2005, com participação de 38,5%. O
percentual em outubro de 2004, foi de 33,8%. Em outubro de 2005, o volume de
cheques sem fundos a cada mil compensados atingiu a segunda maior marca do ano.
Foram devolvidos 19,7 cheques a cada mil compensados.

O segundo maior índice na representatividade da inadimplência de pessoas
físicas são as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que em outubro de
2005 tiveram participação de 31,4%, inferior a registrada em 2004, que foi de
36,1%.

As dívidas com bancos tiveram a terceira maior participação no indicador,
28,3%, em outubro de 2005. Em 2004, esses registros tiveram peso de 28,4%. Os
títulos protestados representaram 1,7% da inadimplência de consumidores em
outubro de 2005 e de 2004.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos de pessoas físicas, de
janeiro a outubro de 2005, foi R$ 531,33. Já o valor médio de títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 749,04, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.033,02, e os
registros em outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$
268,34.

Em relação ao período de janeiro a outubro de 2004, houve um aumento de
17,1% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 19,6% no
valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de
crédito e financeiras aumentou 10,6% em relação ao período de janeiro a outubro
de 2004, e o valor das dívidas com os bancos apresentou alta de 10,2%.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física , por analisar
eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em
âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as
variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados,
dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas de varejo, cartões de
crédito e financeiras.

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