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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de consumidores tem queda no país, revela indicador da Serasa

04/11/2005

A inadimplência de consumidores registrou queda de 4,7% em setembro de 2005,
quando comparada com agosto do mesmo ano. Segundo o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Física
, o índice voltou a cair após a alta de 4,7%
verificada em agosto, na relação com julho de 2005. As variações indicam uma
relativa estabilidade na inadimplência da pessoa física nos últimos meses já
que a queda registrada em setembro compensa o aumento verificado em agosto.

Para a equipe econômica da Serasa, o aumento na massa de salários,
decorrente da elevação da renda média real e da relativa estabilidade nas taxas
de desemprego, influenciaram o resultado do indicador.

Já nos nove primeiros meses de 2005, o indicador apresentou alta de 14,1%,
na comparação com o mesmo período de 2004. A inadimplência da pessoa física
também aumentou na relação do mês de setembro/2005 com setembro/2004. A alta
foi de 17,8%.

Os técnicos da Serasa afirmam que a alta do indicador, no acumulado dos nove
meses de 2005, é fruto da expansão do crédito financeiro às pessoas físicas e
do expressivo crescimento da aquisição de bens de consumo duráveis, por meio
dos financiamentos da rede varejista – fatores que colaboram para um elevado
endividamento da população.

Entretanto, observa-se que o crédito vem crescendo em um ritmo maior que o
da inadimplência. O saldo de operações de crédito do sistema financeiro para as
pessoas físicas aumentou 18,0% na comparação de setembro de 2005 com setembro
de 2004.

Representatividade

O indicador apontou que os cheques sem fundos registraram a maior
representatividade na inadimplência de consumidores em setembro de 2005, com
participação de 37,3%. O percentual em setembro de 2004, foi de 34,9% e em
2003, os registros tinham um peso de 36,0%.

O segundo maior índice na representatividade da inadimplência de pessoas
físicas são as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que em setembro de
2005 tiveram participação de 33,2%, inferior a registrada em 2004, que foi de
33,7% e a mesma verificada em 2003.

As dívidas com bancos tiveram a terceira maior participação no indicador,
27,8%, em setembro de 2005. Em anos anteriores, esses registros tiveram pesos
de 29,6% em 2004 e 29,0% em 2003. Os títulos protestados representam menos de
2% da inadimplência de consumidores, desde 2003.

O valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas, de
janeiro a setembro de 2005, foi R$ 529,86. Já o valor médio de títulos
protestados, no mesmo período, foi de R$ 743,52, enquanto os registros de
dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.033,59, e os
registros em outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$
265,37.

Em relação ao período de janeiro a setembro de 2004, houve um aumento de
18,4% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 18,2% no
valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de
crédito e financeiras aumentou 7,9% em relação ao período de janeiro a setembro
de 2004, e o valor das dívidas com os bancos apresentou alta de 10,5%.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física , por analisar
eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em
âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as
variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados,
dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas de varejo, cartões de
crédito e financeiras.

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