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Cresce rentabilidade das grandes empresas de serviços no 1° semestre de 2005, aponta estudo da Serasa

25/10/2005
Rentabilidade Grandes Empresas Rentabilidade Pequenas e Médias Empresas
Serviços – Total 9,6% Serviços – Total 2,4%
Telefonia Fixa 11,6% Laboratórios 5,5%
Energia Elétrica 11,3% Serviços Técnicos 5,8%
Transportes 9,6% Ensino 1,9%
Telefonia Celular -5,6% Transportes 1,0%

Os destaques do estudo são os setores de telefonia fixa e energia elétrica
que apresentaram rentabilidade acima da média do setor de serviços, atingindo
11,6% e 11,3%, respectivamente. No setor, o segmento de telefonia móvel teve
prejuízo. A margem de lucro foi negativa, de 5,6%.

Estudo elaborado pela Serasa, com cerca de 900 empresas tanto de capital
aberto como fechado, revelou que as grandes empresas do setor de serviços
apresentaram rentabilidade de 9,6% das receitas no 1° semestre de 2005, frente
a 5,4% obtidos no mesmo período de 2004. Há de se destacar que alguns tipos de
serviços como energia elétrica e telefonia necessitam de grandes investimentos
e, por isso, predominam as grandes empresas. Outros tipos de serviços, por não
exigirem uso intensivo de capital, possuem empresas de todos os portes.

A rentabilidade das grandes empresas mostrou-se crescente devido às
condições de consumo e ao nível de atividade da economia doméstica terem sido
favoráveis . Os destaques deste estudo são os setores de telefonia fixa e
energia elétrica, que apresentaram rentabilidade acima da média do setor de
serviços atingindo 11,6% e 11,3%, respectivamente.

No setor de telefonia fixa, a rentabilidade, que passou de 7,6% em 2004 para
11,6% em 2005, foi impulsionada pelo reajuste de tarifas, além do aumento na
oferta de serviços com maior valor agregado.

No setor de energia elétrica, a rentabilidade variou de 2,7% das receitas em
2004, para 11,3% em 2005, influenciada tanto pelo incremento no consumo dos
segmentos residencial, rural e industrial/comercial, como pelo efeito cambial
sobre a dívida em dólar das empresas, cuja cotação em queda reduziu a dívida em
reais gerando receita financeira e aumentando o lucro.

O setor de transportes, cuja rentabilidade é igual a média do setor de
serviços como um todo, atingiu 9,6% das receitas em 2005, perante 2,7% em 2004,
com destaque para o setor ferroviário, que foi beneficiado pelo ganho de
produtividade decorrente da maior utilização da capacidade instalada face aos
novos contratos firmados, principalmente com grandes exportadoras de
commodities agrícolas.

Nas empresas de telefonia celular, houve um impacto negativo na
rentabilidade, causado pela elevação dos custos das operadoras com
investimentos na ampliação de serviços, inovações tecnológicas e campanhas de
marketing para aumentar a base de clientes. A rentabilidade que era de 2,4% das
receitas em 2004, caiu para – 5,6% em 2005.

As pequenas e médias empresas apresentaram rentabilidade menor que a das
grandes empresas. A rentabilidade obtida foi de 2,4% em 2005 em relação a 2004,
que representava 5,5% das receitas. Os setores que impulsionaram este indicador
foram os serviços de laboratório e análises clínicas, que obtiveram 5,5% de
rentabilidade em 2005, ante 4,3% em 2004; e os serviços técnicos, com
concentração em informática, que apresentaram rentabilidade de 5,8% em 2005,
contra 6,7% em 2004.

Como contraponto, alguns setores com pequenas e médias empresas de serviços
tiveram rentabilidade muito baixa, como as empresas de ensino, em que a
rentabilidade era de 9,4% em 2004 e passou para 1,9% em 2005, e as empresas de
transporte, que apesar da melhora, continuam com rentabilidade abaixo da média
do setor de serviços, com margem de 1% em 2005, contra -1,6% em 2004.

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