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Estudos de Inadimplência

Volume de cheques devolvidos registra, em setembro, segunda maior marca do ano

20/10/2005

Índice perde apenas para o indicador de março de 2005, que registrou 20,8
cheques sem fundos a cada mil compensados

Levantamento nacional da Serasa mostra que o volume de cheques devolvidos
por insuficiência de fundos (a cada mil compensados) voltou a registrar alta em
setembro de 2005. Quando comparado a agosto do mesmo ano, o índice de cheques
sem fundos aumentou 4,3%, e atingiu a marca de 19,4 devoluções a cada mil
compensados. Em agosto de 2005, foram devolvidos 18,6 cheques por mil. O
indicador de setembro de 2005 alcançou o segundo maior patamar no volume de
cheques devolvidos desde 1991, ano em que foi criado o índice, e perde apenas
para março deste ano, que registrou 20,8 cheques por mil.

Em setembro de 2005 foram compensados, em todo o país, 157,7 milhões de
cheques, dos quais, 3,1 milhões, devolvidos por falta de fundos. Em agosto
deste ano, o total de cheques compensados em todo o país foi de 170,7 milhões e
o de devolvidos, 3,2 milhões.

De acordo com o levantamento, em relação a setembro de 2004, houve um
aumento de 27,6% no volume de cheques sem fundos. No nono mês de 2004, foram
compensados 172,0 milhões de cheques, em todo o país, e devolvidos, 2,6
milhões, o que representou um índice de 15,2 cheques devolvidos a cada mil
compensados.

O volume de cheques sem fundos (2ª devolução), verificado de janeiro a
setembro de 2005, foi 17,8% maior que o registrado no mesmo período de 2004.
Nos nove primeiros meses deste ano, foram devolvidos 18,5 cheques por mil
compensados, enquanto no acumulado de 2004, houve 15,7 devoluções. Foram
compensados 1,5 bilhão de cheques, dos quais 27,1 milhões voltaram por
insuficiência de fundos, de janeiro a setembro de 2005. No mesmo período do ano
anterior, o número de cheques compensados totalizou 1,6 bilhão, contra 24,7
milhões de cheques devolvidos.

Segundo os técnicos da Serasa, o resultado de setembro é conseqüência de
fatores conjunturais e comportamentais. Em relação aos aspectos conjunturais,
contribuíram para a devolução de cheques o maior endividamento da população,
decorrente da expansão do crédito, e a pressão sobre a renda disponível,
provocada pelas elevadas taxas de juros.

Com relação aos aspectos comportamentais, observa-se uma redução no uso de
cheques, motivada pela utilização de outras formas de pagamento, como cartões
de crédito e de débito. Enquanto os cheques compensados caíram 7,6% em setembro
na relação com agosto, o volume de cheques devolvidos teve uma queda de 3,1%,
no mesmo período.

Para reduzir o risco das operações creditícias e contribuir para uma queda
nos indicadores de inadimplência , é necessário que as empresas adotem práticas
adequadas na concessão de crédito. Entre as principais práticas, podem ser
destacadas a definição de políticas de crédito, compatíveis com a conjuntura e
o segmento de atuação da empresa, e a monitoração contínua do risco da carteira
de clientes.

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