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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de empresas registra queda em agosto, aponta estudo da Serasa

14/10/2005

Nos oito primeiros meses do ano, porém, o indicador permanece em alta.

O Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa Jurídica, que contempla os
registros de cheques devolvidos, títulos protestados e dívidas vencidas com
bancos, registrou queda de 14,9% da inadimplência de empresas em agosto de
2005, quando comparada com julho deste ano.

Segundo os técnicos da Serasa, o crescimento da atividade industrial, ao
longo de 2005 e o início do processo de redução da taxa básica de juros pelo
Banco Central contribuíram para dar maior fôlego financeiro às empresas, o que
resultou em queda da inadimplência na comparação entre agosto e julho deste
ano.

O levantamento apontou ainda que houve uma alta de 19,4% na comparação de
agosto de 2005 com agosto de 2004 e de 12,8% nos primeiros oito meses de 2005
em relação ao mesmo período de 2004. O maior endividamento das empresas neste
ano e o elevado patamar das taxas de juros são os principais razões das altas
no indicador.

Representatividade

O Indicador mostrou que os títulos protestados registraram a maior
representatividade na inadimplência de empresas com a participação de 40,5% em
agosto de 2005. No entanto, essa participação vem caindo em relação a iguais
períodos de anos anteriores. Em 2004 e 2003, os títulos protestados tiveram
pesos de 44,5% e 48,3%, respectivamente, na inadimplência das empresas.

O segundo índice na representatividade do indicador de inadimplência é o de
cheques sem fundos, que em agosto de 2005 teve um peso de 39,2% na
inadimplência das empresas. Em 2004, os cheques sem fundos representavam 38,4%
da inadimplência de pessoa jurídica e em 2003, 37,2%.

Com a menor representatividade, mas crescendo a cada mês, estão as dívidas
registradas com os bancos, 20,4% em 2005, superior às participações de agosto
de 2004 e 2003 que foram de 17,1% e 14,5%, respectivamente.

Em agosto de 2005, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos da pessoa jurídica atingiu R$ 1.207,38. Já o valor de títulos
protestados registrou R$ 1.412,64 e o valor médio das dívidas registradas com
os bancos foi de R$ 3.242,98. Em relação a agosto de 2004, houve um aumento de
1,6% no valor médio das dívidas com cheques sem fundos e de 6,0% no valor médio
das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com bancos e financeiras,
em agosto de 2005, é 17,7% maior que no mesmo mês do ano passado.

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