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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de consumidores aumenta em agosto, mostra estudo da Serasa

05/10/2005

O saldo de operações de crédito do sistema financeiro para as pessoas
físicas aumentou 22,3%, na comparação agosto 2005/2004, enquanto a
inadimplência, no mesmo período, teve alta menor de 20,3%.

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física , que contempla
todas as modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de
cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições
financeiras, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras), apontou
alta na inadimplência de consumidores em agosto de 2005, após quedas
consecutivas nos dois meses anteriores. Em agosto deste ano, a inadimplência de
pessoa física aumentou 4,7%, na comparação com julho de 2005. No sétimo mês de
2005, a inadimplência havia registrado queda de 3,7% em relação a junho.

Nos oito primeiros meses de 2005, a inadimplência de pessoa física teve alta
de 13,9% na comparação com o mesmo período de 2004. Na relação agosto deste ano
com agosto de 2004, a pesquisa apontou uma alta ainda maior da inadimplência de
consumidores, de 20,3%.

Análise 

Segundo os técnicos da Serasa, a alta do indicador decorre do crescimento no
endividamento da população, fruto da expansão do crédito financeiro às pessoas
físicas, bem como do aumento na aquisição de bens de consumo duráveis, por meio
dos financiamentos da rede varejista.

A Serasa destaca que a inadimplência tem apresentado crescimento menor do
que o do crédito. O saldo de operações de crédito do sistema financeiro para as
pessoas físicas aumentou 22,3% na comparação de agosto de 2005 com agosto de
2004. Para os técnicos da Serasa, a tendência é que o crédito continue
crescendo nos próximos meses, em razão do aumento da massa salarial e da
expectativa de manutenção do processo de redução da taxa básica de juros,
iniciada em setembro.

Para as empresas, a redução dos riscos das operações de crédito requer que
elas adotem práticas adequadas de concessão, como a definição de políticas de
crédito compatíveis com a conjuntura e o segmento de atuação da empresa e a
monitoração contínua do risco da carteira de clientes.

Representatividade

De acordo com o levantamento, em agosto de 2005, os cheques devolvidos
registraram a maior representatividade na inadimplência de consumidores e a
participação aumentou em relação a agosto de 2004. No oitavo mês de 2005, os
registros de cheques sem fundos representaram 36,7% do total do indicador de PF
(Pessoa Física). No mesmo mês de 2004, o índice era de 34,9% e, em 2003, os
registros tinham um peso de 36,0%.

As dívidas com cartões de crédito e financeiras em agosto deste ano ficaram
atrás dos cheques sem fundos na representatividade da inadimplência. No oitavo
mês deste ano, os registros das dívidas com cartões e financeiras representaram
33,5% do indicador de PF, em 2004 o índice era de 34,0% e em 2003, de
33,2%.

As dívidas com os bancos tiveram a terceira maior participação no indicador,
com 27,9%. Em agosto de 2004, esses registros tinham um peso de 29,5% e no
mesmo período de 2003, representaram 29,0% do indicador. Finalmente, os títulos
protestados representaram 1,8% das dívidas não pagas de pessoas físicas, em
agosto de 2005, 1,6%, em 2004 e 1,7% em 2003.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos de pessoas
físicas foi R$ 530,12 em agosto de 2005. Já o valor médio de títulos
protestados foi R$ 741,80, enquanto os registros de dívidas com o sistema
financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.033,54, e os registros em outros
segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$ 261,02. Em relação a agosto
de 2004, houve um aumento de 20,0% no valor médio das anotações de cheques sem
fundos e uma alta de 17,7% no valor das anotações de protestos. O valor médio
das dívidas com cartões de crédito e financeiras aumentou 6,7% em relação a
agosto de 2004, e o valor das dívidas com os bancos apresentou alta de
11,5%.

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