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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de consumidores mantém ritmo de queda em julho, aponta indicador da Serasa

26/08/2005

O levantamento revela, entretanto, que nos sete primeiros meses de 2005, a
inadimplência de pessoas físicas aumentou em relação ao mesmo período de
2004.

O Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa Física, que contempla todas as
modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de cheques
devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras,
empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras), apontou que a
inadimplência de consumidores, em julho de 2005, diminuiu 3,7%, na comparação
com junho deste ano. No sexto mês de 2005, a inadimplência havia registrado
queda de 3,0% em relação a maio.

Na comparação com julho de 2004, no entanto, a inadimplência de pessoas
físicas registrou alta de 10,2% e nos primeiros sete meses de 2005 o índice foi
13,2% maior que no mesmo período do ano passado.

Segundo os técnicos da Serasa, a alta do indicador no acumulado do ano de
2005 decorre do elevado endividamento da população, fruto da expansão do
crédito financeiro às pessoas físicas e do expressivo crescimento da aquisição
de bens de consumo duráveis, por meio dos financiamentos da rede varejista.
Também contribuem para o resultado, as elevadas taxas de juros do crédito ao
consumidor.

Entretanto, a redução nas taxas de desemprego e o aumento da renda real,
conseqüências das menores taxas de inflação, contribuem para a queda observada
no indicador em junho e julho deste ano.

Para reduzir o risco das operações é preciso que as empresas adotem práticas
adequadas de concessão de crédito, ainda que a inadimplência esteja em baixa
nos últimos meses. As práticas incluem a definição de políticas de crédito
compatíveis com a conjuntura e o segmento de atuação da empresa e a monitoração
contínua do risco da carteira de clientes.

Representatividade

De acordo com o levantamento, em julho de 2005, os cheques sem fundos
registraram a maior representatividade na inadimplência de consumidores. No
sétimo mês de 2005, os registros de cheques sem fundos representaram 36,3% do
total do indicador de PF (Pessoa Física). No mesmo mês de 2004, o índice era de
34,9% e, em 2003, os registros tinham um peso de 36,0%.

As dívidas com cartões de crédito e financeiras ficaram atrás dos cheques
sem fundos na representatividade da inadimplência. Em julho de 2005, a
participação dos registros das dívidas com cartões e financeiras teve peso de
33,9% do indicador de PF, o mesmo que em 2004. Em 2003, o índice era de
33,0%.

O índice que aponta os registros das dívidas com os bancos apresentou a
terceira maior participação no indicador, com 28,0%. Em julho de 2004, os
registros tinham um peso de 29,6% e no mesmo período de 2003, representavam 29%
do indicador. Finalmente, os títulos protestados representam, há cerca de três
anos, menos de 2% das dívidas não pagas de pessoas físicas.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos de pessoas
físicas foi R$ 528,66 em julho de 2005. Já o valor médio de títulos protestados
foi R$ 736,17, enquanto os registros no sistema financeiro tiveram um valor
médio de R$ 1.029,49, e os registros em outros segmentos (cartões de crédito e
financeiras), de R$ 254,59. O valor médio das dívidas com cartões de crédito e
financeiras aumentou 5,2% e o valor das dívidas com os bancos apresentou alta
de 12,5%, em julho de 2005. Em relação a julho de 2004, houve um aumento de
20,9% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 18,2% no
valor das anotações de protestos.

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