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Estudos de Inadimplência

Serasa aponta queda na inadimplência de consumidores em junho

01/08/2005

O estudo revela que no primeiro semestre deste ano, no entanto, a
inadimplência de pessoas físicas aumentou 13,8% em relação ao mesmo período de
2004.

O Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa Física, que contempla
todas as modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de
cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições
financeiras, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras), indicou
queda de 3,0% na inadimplência de consumidores, em junho de 2005, na comparação
com maio deste ano. No quinto mês de 2005, a inadimplência havia aumentado 3,1%
em relação a abril.

Entretanto, comparada a junho de 2004, a inadimplência de consumidores
registrou alta de 15,9% e no primeiro semestre de 2005 o índice foi 13,8% maior
que no mesmo período do ano passado.

A inadimplência apresentou taxa de variação média, nos últimos três meses,
de -0,9%. Para os técnicos da Serasa, esse comportamento se explica, por um
lado, pelo maior endividamento e as altas taxas de juros, que comprometem a
capacidade de pagamento das famílias. Por outro lado, as recentes quedas de
preços em bens de consumo essenciais, como alimentos e transportes, bem como a
tímida elevação da massa de salários em junho, colaboram para um aumento da
renda disponível.

O comportamento da inadimplência, entretanto, não descarta a necessidade das
empresas adotarem práticas mais seguras na concessão de crédito, com o objetivo
de reduzir o risco dessas operações. Entre as principais práticas aconselhadas,
pode-se destacar a definição de políticas de crédito compatíveis com a
conjuntura e o segmento de atuação da empresa e a monitoração contínua do risco
da carteira de clientes.

De acordo com o levantamento, em junho de 2005, os cheques sem fundos
registraram a maior representatividade na inadimplência de consumidores. No
sexto mês de 2005, os registros de cheques sem fundos representaram 35,8% do
total do indicador de PF (Pessoa Física). No mesmo mês de 2004, o índice era de
35,0% e, em 2003, os registros tinham um peso de 36,0%.

As dívidas com cartões de crédito e financeiras ficaram atrás dos cheques
sem fundos na representatividade da inadimplência. Em junho de 2005, os
registros das dívidas com cartões e financeiras representaram 34,2% do
indicador de PF, em 2004 o índice era de 33,8% e em 2003, de 33,0%.

O índice que aponta os registros das dívidas com os bancos apresentou a
terceira maior participação no indicador, com 28,2%. Em junho de 2004, os
registros tinham um peso de 29,5% e no mesmo período de 2003, representaram 29%
do indicador. Finalmente, os títulos protestados representam, há cerca de três
anos, menos de 2% das dívidas não pagas de pessoas físicas.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos de pessoas
físicas foi R$ 526,79 em junho de 2005. Já o valor médio de títulos protestados
foi R$ 730,51, enquanto os registros no sistema financeiro tiveram um valor
médio de R$ 1.024,28, e os registros em outros segmentos (cartões de crédito e
financeiras), de R$ 254,59. Em relação a junho de 2004, houve um aumento de
21,7% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 17,3% no
valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de
crédito e financeiras aumentou 6,0% e o valor das dívidas com os bancos
apresentou alta de 12,7%.

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