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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de empresas volta a cair em junho, aponta indicador da Serasa

01/08/2005

De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa
Jurídica
(índice que contempla os registros de cheques devolvidos, títulos
protestados e dívidas vencidas com os bancos), a inadimplência de empresas
registrou queda de 3,2% em junho de 2005, na comparação com maio de 2005, mês
em que havia registrado alta de 4,0% ante abril.

Na comparação do primeiro semestre de 2005 com o mesmo período do ano
passado, houve alta de 10,4%. O crescimento na inadimplência de empresas também
foi registrado na relação junho de 2005 com junho de 2004, quando o aumento
verificado foi de 18,4%.

Segundo os técnicos da Serasa, a inadimplência das empresas tem oscilado,
com as quedas verificadas compensando as altas de períodos imediatamente
anteriores. A interrupção do processo de elevação da taxa básica de juros
(SELIC), pelo Banco Central, contribuiu para dar maior fôlego financeiro às
empresas. Para o segundo semestre, os indicadores mais recentes sugerem a
possibilidade de mudança na trajetória da SELIC, com os juros sendo reduzidos
no médio prazo. Tal mudança certamente terá impacto positivo na atividade
econômica e aliviará as pressões sobre as finanças das empresas, colaborando
para a redução da inadimplência. A incerteza fica por conta do risco de
contaminação do cenário econômico pela crise política.

Essas perspectivas, no entanto, não dispensam a necessidade de que as
empresas adotem melhores práticas na concessão de crédito, com o objetivo de
reduzir o risco dessas operações. As práticas indispensáveis incluem, entre
outras, a definição de políticas de crédito compatíveis com a atividade da
empresa e a monitoração do risco da carteira de clientes.

O Indicador Serasa de Inadimplência aponta que os títulos protestados
registraram a maior representatividade na inadimplência das empresas, com a
participação de 40,5% em junho de 2005. No entanto, essa participação vem
caindo em relação a iguais períodos de anos anteriores. Em 2004 e 2003, os
títulos protestados tiveram, em média, pesos de 44,7% e 49%,
respectivamente.

O segundo índice na representatividade do indicador de inadimplência das
pessoas jurídicas é o de cheques sem fundos, que aumentou de 36%, em junho de
2003, para 38,4% no ano seguinte e finalmente, para 39,4% do total neste ano.
Com a menor representatividade estão as dívidas registradas com os bancos,
20,1% no sexto mês de 2005, superior as participações de 2004 e 2003, que foram
de 17% e 15%, respectivamente.

Em junho de 2005, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos das pessoas jurídicas atingiu R$ 1.197,65. O valor de títulos
protestados registrou R$ 1.420,95 e o valor médio das dívidas registradas com
os bancos foi de R$ 3.268,62. O valor médio das dívidas com cheques sem fundos,
em junho de 2005, aumentou 4,1% em relação ao sexto mês de 2004, e o valor das
dívidas de títulos protestados apresentou alta de 8,2%. Em relação a junho de
2004, o valor das dívidas com os bancos foi 18,4% superior.

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