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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de empresas registra aumento em maio, revela estudo da Serasa

04/07/2005

O Indicador Serasa de Inadimplência de empresas (registros de
cheques devolvidos, títulos protestados e dívidas vencidas com bancos) –
apontou que em maio de 2005 a inadimplência de pessoas jurídicas cresceu 4,0%
em comparação a abril de 2005, mês em que havia registrado redução de 6,4% na
relação com março.

Comparada a maio de 2004, a inadimplência das empresas aumentou 16,3%, e no
acumulado dos cinco meses do ano (janeiro a maio), o acréscimo foi de 8,8% em
relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundos os técnicos da Serasa, a expansão do volume de crédito concedido e
o aumento das taxas de juros, combinados a uma queda no ritmo de atividade,
foram os principais responsáveis pelo crescimento da inadimplência entre as
pessoas jurídicas. É importante ressaltar que a taxa básica de juros – Selic -
cresceu 3,75 pontos percentuais no período de setembro de 2004 a maio de 2005,
quando atingiu o patamar de 19,75% ao ano, mantendo-se no mesmo nível em junho
de 2005. Essa política elevou as taxas dos financiamentos bancários, onerando
os custos e pressionando a liquidez das empresas.

Para a Serasa, o comportamento da inadimplência em 2005 indica que as
empresas precisam adotar as melhores práticas nos processos de concessão e
gerenciamento do crédito, de forma a equilibrar os riscos assumidos com o
retorno desejado.

Representatividade

O Indicador Serasa de Inadimplência mostra que os títulos protestados
registraram a maior representatividade na inadimplência das empresas, com a
participação de 41,1% em maio de 2005. No entanto, essa participação vem caindo
em relação a iguais períodos dos anos anteriores. Em 2004 e 2003, os títulos
protestados tiveram pesos de 44,9% e 49%, respectivamente.

O segundo índice na representatividade do indicador de inadimplência das
pessoas jurídicas é o de cheques sem fundos, que aumentou de 36%, em maio de
2003, para 38,6% no ano seguinte e, finalmente, para 39% do total neste ano.
Com a menor representatividade estão as dívidas registradas com os bancos,
19,9% no quinto mês de 2005, superior às participações de 2004 e 2003, que
foram de 16,4% e 15%, respectivamente.

Em maio de 2005, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos
das pessoas jurídicas atingiu R$ 1.194,88. Já o valor de títulos protestados
registrou R$ 1.412,54 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi
de R$ 3.305,20. O valor médio das dívidas com cheques sem fundos aumentou 4,9%
e o valor das dívidas de títulos protestados apresentou alta de 7,9% em relação
a maio de 2004. No mesmo período comparativo, o valor das dívidas com os bancos
aumentou 22,5%.

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