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Estudos de Inadimplência

Estudo da Serasa revela queda sazonal na inadimplência de abril

03/06/2005

O Indicador Serasa de Inadimplência ( registros de cheques
devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras,
empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras) apontou queda da
inadimplência de pessoas físicas em abril de 2005. No quarto mês deste ano, a
inadimplência dos consumidores caiu 2,9%, na comparação com março de 2005. Em
relação a abril do ano anterior, no entanto, houve uma alta de 18,2%.

De acordo com o levantamento, as dívidas com cartões de crédito e
financeiras tiveram a maior representatividade na inadimplência de consumidores
no período. Em abril deste ano, os registros de cartões de crédito e
financeiras representaram 35,2% do total do indicador de PF (Pessoa Física). No
mesmo mês de 2004, o índice era de 33,3% e em 2003, os registros tinham um peso
de 33,0%.

O segundo maior índice na representatividade do indicador é o registro de
inadimplência com cheques sem fundos, que em abril de 2005 teve participação de
34,6%. Em 2004, os cheques devolvidos (2ª devolução) representaram 35,4% do
indicador de PF e em 2003, o índice era de 36%.

A terceira maior participação no indicador, com 28,6% foi do índice que
aponta os registros das dívidas com os bancos. Em abril de 2004, os registros
tinham um peso de 29,5% e no mesmo período de 2003, representaram 28% do
indicador. Finalmente, os títulos protestados representam menos de 2% das
dívidas não pagas de pessoas físicas, percentual que se mantém em torno desse
patamar há cerca de três anos.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos, R$ 512,20,
cresceu 21,5% em abril de 2005, na comparação com o mesmo mês de 2004. Já o de
títulos protestados, R$ 685,45, teve aumento de 14,7% este mês, quando
comparado com abril de 2004. O valor médio dos registros no sistema financeiro,
R$ 1.045,53, e dos registros de outros segmentos (cartões de crédito e
financeiras), R$ 250,65, apresentou respectivamente aumento de 15,8% e
9,2%.

Pessoa Jurídica

O Indicador Serasa de Inadimplência também apresentou queda na inadimplência
das empresas (setor de serviços, indústria e comércio) em abril de 2005. Quando
comparado com março deste ano, a redução foi de 6,4%. Entretanto, na comparação
com o mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 17,9%.

De acordo com o estudo, os títulos protestados registraram a maior
representatividade na inadimplência de empresas com a participação de 41,4% em
abril de 2005. No entanto, essa participação vem caindo em relação a iguais
períodos de anos anteriores. Em 2004 e 2003, os títulos protestados tiveram
pesos de 45,3% e 49%, respectivamente, na inadimplência das empresas.

O segundo índice na representatividade do indicador de inadimplência é o de
cheques sem fundos, que aumentou de 36%, em 2003, para 38,4% no ano seguinte e
finalmente, para 39% do total neste ano. Com a menor representatividade estão
as dívidas registradas com os bancos, 19,6% em 2005, superior as participações
de 2004 e 2003 que foram de 16,3% e 15%, respectivamente.

O levantamento apontou que o valor médio das anotações negativas de cheques
sem fundos (PJ) atingiu R$ 1.190,27 em abril de 2005, apresentando crescimento
de 4,9% em relação a igual mês de 2004. Já o de títulos protestados, R$
1.409,10, registrou aumento de 8,7%. O valor médio dos registros no sistema
financeiro, R$ 3.307,45, indicou alta acentuada de 23%.

Para os técnicos da Serasa, a queda dos indicadores de inadimplência em
abril refletem movimentos sazonais e são menores, por exemplo, que as
verificadas no ano passado, no mesmo período – em abril de 2004, comparado a
março do mesmo ano, houve queda de 4,8% na inadimplência da pessoa física e
14,9% na inadimplência da pessoa jurídica.

Em relação a pessoa física, a contração na massa de salários, decorrente do
desemprego e da estagnação da renda média real, pressionou a inadimplência
registrada em abril de 2005. A elevação de preços em itens de consumo essencial
- alimentos, transporte e medicamentos – também explicam os sucessivos aumentos
da inadimplência, na medida em que reduzem a renda disponível das famílias para
o consumo e a quitação de dívidas.

A alta do Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa Jurídica
sugere que a política monetária adotada pelo Banco Central já causa impacto nas
finanças das empresas. Desde agosto de 2004, o Banco Central vem promovendo um
aumento sistemático na taxa de juros básica, que já começa a se refletir na
taxa de juros cobrada na ponta. O resultado do indicador serve de alerta para
que o mercado adote procedimentos adequados na concessão de crédito.

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