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Estudos de Inadimplência

Cheques sem fundos caem 8,6% em abril, aponta estudo nacional da Serasa

31/05/2005

Apesar da queda verificada em abril deste ano, o volume de cheques
devolvidos por mil compensados foi o maior já registrado nesse mês, desde o
início da pesquisa 

Estudo realizado pela Serasa revela que o volume de cheques sem fundos a
cada mil compensados, em abril de 2005, caiu 8,6% em relação a março deste ano.
Foram devolvidos 19,0 cheques sem fundos por mil compensados, em abril de 2005,
contra 20,8 cheques em março do mesmo ano. Segundo o levantamento, foram
compensados 155,6 milhões de cheques em abril de 2005, dos quais, 2,9 milhões
devolvidos por insuficiência de fundos. Em março de 2005, o total de cheques
compensados foi de 170,4 milhões e de devolvidos, 3,5 milhões.

No entanto, apesar da queda verificada em abril, o volume de cheques
devolvidos a cada mil compensados foi o maior já registrado nesse mês desde
1991, ano em que foi criada a pesquisa e 19,5% maior que o índice verificado em
abril de 2004 – mês que registrou 15,9 cheques sem fundos por mil. No quarto
mês de 2004, foram devolvidos 2,7 milhões de cheques sem fundos, de um total de
171,5 milhões de compensados, em todo o país.

Os dados da Serasa mostram que no acumulado do primeiro quadrimestre de 2005
foram compensados 647,8 milhões de cheques, dos quais 11,5 milhões voltaram por
insuficiência de fundos, o que resulta em um índice de 17,8 cheques devolvidos
a cada mil compensados. Esse número é 9,8% maior que o do primeiro quadrimestre
de 2004, que foi de 16,2. Nos primeiros quatro meses de 2004, o número de
cheques compensados totalizou 697,5 milhões, contra 11,3 milhões de cheques
devolvidos.

No acumulado de dozes meses, o indicador registra sua segunda alta
consecutiva, apresentando 16,36 cheques devolvidos a cada mil compensados. Nos
doze meses encerrados em março de 2005, esse indicador era de 16,09 cheques
devolvidos a cada mil compensados, o que representa um crescimento de 1,7%.

Segundo os técnicos da Serasa, a queda do número de cheques em abril, na
comparação com março de 2005, ocorreu devido a fatores sazonais e à base de
comparação elevada. A comparação com o ano anterior sugere, no entanto, que a
inadimplência com cheques continua elevada e, a análise de longo prazo – quando
se considera o acumulado de doze meses – reforça essa conclusão.

Os fatores que restringem a renda disponível das famílias para o consumo são
os principais responsáveis pelo resultado verificado. O aumento do desemprego,
a elevação das taxas de juros ao consumidor e o reajuste dos preços de bens e
serviços essenciais continuam causando impacto negativo no orçamento das
famílias e comprometem o pagamento de suas obrigações.

A ausência de processos estruturados no recebimento de cheques também
contribui para o resultado. É fundamental que o comércio utilize ferramentas
adequados para aceitação de cheques para vendas à vista e metodologias de
concessão de crédito para as vendas com cheque pré-datado, a fim de reduzir a
inadimplência com cheques sem fundos.

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