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Estudos de Inadimplência

Cheques sem fundos apresentaram alta sazonal em fevereiro de 2005, revela estudo da Serasa

18/04/2005

Mercado de trabalho determinou o aumento nas devoluções em fevereiro; no
acumulado dos últimos doze meses, entretanto, os cheques devolvidos voltaram a
cair.

Estudo nacional da Serasa revela que o volume de cheques devolvidos por
insuficiência de fundos, como proporção dos compensados, aumentou em fevereiro
de 2005. Na comparação com o mês anterior, após três quedas consecutivas do
indicador, foi registrada uma alta de 3,2%. Foram devolvidos 15,8 cheques a
cada mil compensados, em fevereiro deste ano, enquanto janeiro registrou 15,3
cheques devolvidos por mil compensados.

De acordo com o levantamento, em fevereiro deste ano, em todo o país 153,4
milhões de cheques foram compensados, sendo 2,42 milhões devolvidos por
insuficiência de fundos. Em janeiro de 2005, 168 milhões de cheques haviam sido
compensados, em todo o país, dos quais, 2,57 milhões devolvidos por falta de
fundos.

A queda também foi verificada na comparação de fevereiro deste ano com igual
mês do ano passado. Em fevereiro de 2004, foram devolvidos 16,0 cheques sem
fundos por mil compensados. Na relação com o mesmo mês de 2005, a diminuição no
volume de cheques sem fundos foi de 1,25%. Em fevereiro de 2004, foram
devolvidos 2,53 milhões de cheques, de um total de 158,4 milhões de
compensados.

Os dados ainda apontam uma ligeira desaceleração da queda no indicador de
cheques devolvidos, como proporção dos compensados, no acumulado de doze meses.
Apesar de o indicador ter diminuído no período, a queda foi menor que a
verificada no acumulado dos doze meses encerrados em janeiro de 2005. No
período encerrado em fevereiro de 2005, foram devolvidos 15,81 cheques a cada
mil compensados. Nos doze meses encerrados em janeiro deste ano, esse indicador
era de 15,82 cheques devolvidos a cada mil compensados. Já nos doze meses
encerrados em dezembro de 2004, eram 15,84 os cheques devolvidos a cada mil
compensados. Houve uma queda de 0,15% no indicador entre dezembro de 2004 e
janeiro de 2005. Essa taxa de variação caiu para 0,7% entre janeiro e fevereiro
de 2005.

Segundo os técnicos da Serasa, os resultados verificados no indicador de
cheques devolvidos são influenciados por fatores que refletem o atual momento
da economia do país, em especial os recentes movimentos no mercado de trabalho
e na renda disponível. Por um lado, em fevereiro de 2005, houve uma alta no
nível de desemprego do país, mantendo o comportamento sazonal típico do início
de ano, mas em patamares melhores que no mesmo período do ano passado. O
pequeno aumento na renda real, por outro lado, contribuiu para manter uma
relativa capacidade de pagamento das famílias.

Por sua vez, os movimentos de longo prazo do indicador, obtido da análise do
acumulado de doze meses, sinalizam para uma desaceleração na redução da
inadimplência de cheques, que pode ser atribuída à política de juros do Banco
Central e seus reflexos sobre as finanças das empresas e das famílias.

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