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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de empresas registra alta em janeiro, diz estudo nacional da Serasa

14/03/2005

De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência (registros de cheques
devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras,
empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras), a inadimplência de
pessoa jurídica aumentou 8,9% em janeiro de 2005, quando comparada com dezembro
de 2004, mês que havia registrado uma queda de 4,2% em relação a novembro. Na
série dessazonalizada, no entanto, o indicador registra uma queda de 6,7%. Isso
porque a alta registrada no indicador sem ajuste sazonal é muito menor que a
comumente verificada nos meses de janeiro.

Segundo o indicador, os títulos protestados, embora venham apresentando
queda na representatividade da inadimplência de empresas, ainda registram a
maior participação, com um peso de 42,5% em janeiro de 2005. No mesmo mês do
ano passado, os títulos protestados representavam 46,0%, enquanto que em
janeiro de 2003 tinham um peso de 49,2% na inadimplência de pessoas
jurídicas.

Os cheques devolvidos por insuficiência de fundos têm o segundo maior peso
no indicador, com uma participação de 38,8% em janeiro de 2005. No primeiro mês
de 2004, os cheques respondiam por 38,4% do índice, enquanto que em janeiro de
2003, representavam 35,8%. Com o menor peso estão as dívidas registradas junto
aos bancos, que em janeiro deste ano representaram 18,8% da inadimplência entre
as pessoas jurídicas. Em janeiro de 2004, essas dívidas respondiam por 15,6% da
inadimplência, enquanto que em 2003, eram 15,0% do indicador.

Em janeiro de 2005, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos de pessoa jurídica atingiu R$ 1.194,79. Já os títulos protestados
registraram valor médio de R$ 1.372,31 e o valor médio das dívidas registradas
com os bancos foi de R$ 3.727,80.

Segundo os técnicos da Serasa, a inadimplência da pessoa jurídica, em
janeiro de 2005, apresenta um comportamento típico de início de ano, em que o
volume de pagamentos supera as receitas do período. Entretanto, os dados
dessazonalizados sugerem que o desaquecimento da economia, por conta da
política monetária, ainda não se refletiu nos indicadores de inadimplência.
Isso ocorre porque o bom desempenho econômico dos últimos meses, puxado pelo
aumento do consumo, ainda tem permitido que as empresas administrem seu fluxo
de caixa de forma adequada.

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