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Estudos de Inadimplência

Inadimplência de consumidores cresce em 2004, mas em ritmo menor, revela estudo nacional da Serasa

16/02/2005

O Indicador Serasa de Inadimplência apontou que de janeiro a dezembro de
2004, houve uma queda na taxa de crescimento da inadimplência de pessoa física.
No ano passado, a quantidade de títulos inadimplentes cresceu 3,3%, no ano, em
relação a 2003. – ano em que houve uma elevação de 5,0% na comparação com 2002.
Em dezembro de 2004, a inadimplência de pessoa física registrou queda de 2,3%
sobre novembro, o que contribuiu para o resultado do acumulado do ano.

O Indicador Serasa de Inadimplência é o único do país baseado em modelo
estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as modalidades de
inadimplência (registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas
vencidas com bancos, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras).

De acordo com o Indicador, os cheques sem fundos e os cartões de crédito
foram os responsáveis pela alta na inadimplência de consumidores em 2004, na
comparação com 2003. Os cheques, no entanto, apresentaram queda de
representatividade na inadimplência, em relação a 2003 e registraram 35% do
total do indicador de pessoa física. O percentual em 2003, foi 36%. Em 2002,
foi 37%.

O segundo maior índice na representatividade foi o registro de inadimplência
em cartões de crédito e financeiras, que no acumulado do ano teve participação
de 34%, maior que em 2003, que participou com 33%. Já em 2002, a participação
era 35%. O índice que aponta os registros de dívidas com os bancos apresentou a
terceira maior participação no indicador, com 29%; a mesma que em 2003. Em
2002, 26%. Com a menor representatividade estão os títulos protestados, 2% em
2004, mesma variação apresentada em 2003 e em 2002.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos de pessoa física
foi R$ 465 em 2004. Já os registros de títulos protestados foi R$ 638. Os
registros de dívidas com os bancos situou-se em R$ 962, e os de cartões de
crédito e financeiras atingiu R$ 242.

O desempenho da economia, que no ano passado cresceu mais de 5% ao ano,
contribuiu para a redução na taxa de crescimento do indicador, segundo os
técnicos da Serasa. O crescimento do número de postos de trabalho, a redução no
desemprego e o pequeno aumento na massa de salários proporcionaram melhores
condições para que os consumidores e empresas honrassem os compromissos
assumidos.

A desejada redução no nível de inadimplência, contudo, dependerá ainda da
adoção de técnicas mais sofisticadas na concessão de crédito pelas empresas, de
um melhor planejamento orçamentário pelas famílias, bem como de um aumento no
rendimento médio – que decorrerá da manutenção do crescimento econômico nos
próximos anos.

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