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Volume de cheques sem fundos volta a cair em dezembro, mas fecha o ano em alta, revela estudo nacional da Serasa

02/02/2005

Pesquisa nacional da Serasa revela que o volume de cheques devolvidos por
falta de fundos (a cada mil compensados), em dezembro de 2004, registrou queda
de 3,0% em relação ao mês anterior (novembro). No décimo segundo mês de 2004,
foram devolvidos 15,8 cheques sem fundos a cada mil compensados, enquanto
novembro apresentou 16,3 cheques devolvidos a cada mil.

De acordo com o estudo, em dezembro de 2004 foram compensados, em todo o
país, 185,3 milhões de cheques, dos quais, 2,93 milhões devolvidos por falta de
fundos. Em novembro do mesmo ano, foram compensados, em todo o país, 179,6
milhões de cheques, dos quais, 2,92 milhões devolvidos por falta de fundos.

De acordo com os técnicos da Serasa, o recuo sazonal no índice de cheques
devolvidos no mês de dezembro deve-se ao aumento da massa salarial decorrente
do pagamento do décimo terceiro salário e das contratações temporárias.

No acumulado do ano de 2004, houve aumento de 1,9% na relação cheques sem
fundos a cada mil compensados, quando comparado com o acumulado do ano
anterior. Em 2004, foram registrados 15,8 cheques sem fundos a cada mil
compensados, contra 15,5 no mesmo período de 2003. Os números de 2004, na
relação do acumulado do ano, são os maiores já registrados desde 1991, ano em
que foi criado o índice.

Segundo o levantamento da Serasa, em 2004, foram compensados 2,106 bilhões
de cheques, dos quais 33,4 milhões voltaram por falta de fundos. Em igual
período do ano anterior, o número de cheques compensados foi de 2,246 bilhões,
contra 34,9 milhões de cheques devolvidos.

De acordo com os técnicos da Serasa, o aumento do índice de devolução de
cheques sem fundos no ano de 2004 pode ser atribuído à falta de metodologia
adequada nas operações de venda a prazo com cheques pré-datados, combinado com
a falta de planejamento dos consumidores com relação ao seu orçamento
doméstico. Na maioria das vezes, o lojista aceita um cheque pré-datado como se
estivesse recebendo um cheque à vista, sem consultar informações usuais para
esse tipo de operação.

O cheque pré-datado ainda é a principal forma de financiamento das vendas a
prazo, dada a comodidade para o consumidor e a facilidade de cobrança e o baixo
custo operacional para o comerciante, quando utilizado com metodologia adequada
de concessão de crédito.

Embora o índice 15,8 seja historicamente o mais alto registrado para um ano,
os técnicos ressaltam que a variação na relação de cheques devolvidos por mil
compensados no acumulado do ano (1,9%) é a menor dos últimos cinco anos. Em
2000, em relação a 1999, a variação foi de 9,9%; em 2001, em relação a 2000,
houve aumento de 31,1%; em 2002, em relação a 2001, o aumento foi de 2,7%; e em
2003, em relação a 2002, houve um aumento de 14,4%. A redução na taxa de
crescimento do indicador foi acompanhada por um ambiente de negócios bastante
propício, com um crescimento econômico puxado tanto pelo desempenho externo do
país quanto pelas vendas nacionais, com um conseqüente aumento no número de
transações. As vendas no mercado interno foram impulsionadas pela expansão do
crédito para pessoas físicas, que cresceu em 2004, em termos reais, cerca de
22%.

A expansão do crédito deve prosseguir em 2005, com taxas de crescimento
próximas às verificadas em 2004. Isso favorecerá o comércio interno que deverá
apresentar expansão. A redução dos cheques devolvidos, contudo, ainda dependerá
da utilização, pelo comércio, de técnicas adequadas na concessão de crédito com
cheque pré-datado.

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